domingo, 28 de agosto de 2011

Respire

Approche-toi petit, écoute-moi gamin,
Je vais te raconter l'histoire de l'être humain
Au début y avait rien au début c'était bien
La nature avançait y avait pas de chemin
Puis l'homme a débarqué avec ses gros souliers
Des coups d'pieds dans la gueule pour se faire respecter
Des routes à sens unique il s'est mis à tracer
Les flèches dans la plaine se sont multipliées
Et tous les éléments se sont vus maîtrisés
En 2 temps 3 mouvements l'histoire était pliée
C'est pas demain la veille qu'on fera marche arrière
On a même commencé à polluer le désert

Il faut que tu respires, et ça c'est rien de le dire
Tu vas pas mourir de rire, et c'est pas rien de le dire

D'ici quelques années on aura bouffé la feuille
Et tes petits-enfants ils n'auront plus qu'un oeil
En plein milieu du front ils te demanderont
Pourquoi toi t'en as deux tu passeras pour un con
Ils te diront comment t'as pu laisser faire ça
T'auras beau te défendre leur expliquer tout bas
C'est pas ma faute à moi, c'est la faute aux anciens
Mais y aura plus personne pour te laver les mains
Tu leur raconteras l'époque où tu pouvais
Manger des fruits dans l'herbe allongé dans les prés
Y avait des animaux partout dans la forêt,
Au début du printemps, les oiseaux revenaient

Il faut que tu respires, et ça c'est rien de le dire
Tu vas pas mourir de rire, et c'est pas rien de le dire
Il faut que tu respires, c'est demain que tout empire
Tu vas pas mourir de rire, et c'est pas rien de le dire

Le pire dans cette histoire c'est qu'on est des esclaves
Quelque part assassin, ici bien incapable
De regarder les arbres sans se sentir coupable
A moitié défroqués, 100 pour cent misérables
Alors voilà petit, l'histoire de l'être humain
C'est pas joli joli, et j'connais pas la fin
T'es pas né dans un chou mais plutôt dans un trou
Qu'on remplit tous les jours comme une fosse à purin


sábado, 27 de agosto de 2011

Mania de Cantar

Falar com você
Um lance banal
É igual
Abraçar
É igual chegar
É tão bom, é tão bom

Te contar da vida
Te dizer do sonho
É comer com fome
É beijar um homem
É tão bom...

Tocar teu cabelo
Olhar no teu olho
Te beijar a boca devagar
Toda essa alegria
É minha mania
De cantar

Cantar pra você
Um lance banal
É igual abraçar
É igual compor
É igual chegar
É tão bom, é tão bom!!!

(Cazuza)

– Só sei que nós nos amamos muito…
– Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
– Não, eu falei no passado!
– Curioso né? É a mesma conjugação.
– Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
(…)
– E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
– Pensar assim me assusta.
– Por que? Você acha isso ruim?
– É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
– Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
(Pausa)
– Pois é, também dá no mesmo…
Caio Fernando Abreu

domingo, 7 de agosto de 2011

e feliz por você não precisar de mim.

Estava ao telefone com aquela com a qual converso sempre quando estou mal,mas naquele dia não estava nem mal nem bem estava como deveria estar,como se é esperado...apenas respirando.
E por algum segundo chegamos ao assunto:você,e como em uma mania normal nossa começamos a lembrar todos os momentos naquele pequeno momento e como se não fosse real passou um filme na minha cabeça com tudo vivido,tudo sonhado...como se tudo não tivesse passado disso;de um sonho.Tenho certeza que na cabeça dela também passou um filme da amizade de vocês,aquela que era tão grande,e acabou junto com o fato de você ter me abandonado.
Só sei que eu senti um aperto,um pressentimento,um sentimento,..uma coisa que doeu,sinceramente foi uma das piores dores que já me fizesse sentir e me veio aleatoriamente uma pergunta na minha cabeça,aquelas perguntas das mais impossíveis,aquelas coisas que você nunca imagina mas que todo mundo acaba se perguntando: e se ele morrer e eu não tiver passado a ultima chance que tive com ele? eu sei,era bobagem pensar mas meio que com medo logo te liguei,nem queria falar contigo mas precisava ouvir a sua voz,você não atendeu de primeira (nunca teve o cortume de atender de primeira eu sei ) mas pela primeira vez essa ação me afetou porque tamanha era a dor,a preocupação que aqueles três toques até ouvir a sua voz pareceram mais longos do que toda a nossa relação...e então eu ouvi o seu alô,nem respondi,sinceramente eu não conseguia,não conseguia dizer nada enquanto afugentava todo o medo sentido desliguei o telefone,assim sem nem dizer oi,nem nada..não queria saber como estava a sua vida,não queria te impedir de seguir em frente,..apenas queria saber que você estava ali,como em um costume rotineiro de antigamente quando eu precisava estar te olhando apenas para saber que você estava ali,naquele momento eu quis,mas sabia que não devia e sinceramente nem queria dever,então não liguei de novo,a sensação continuou por mais alguns segundos,o som da sua voz continuou até o fim da noite comigo,até eu adormecer,enfim sabendo que você poderia estar bem mesmo sem mim,e pela primeira vez eu fiquei feliz com isso.